quarta-feira, 2 de outubro de 2013

" UM CONTO DE DUAS CIDADES", Charles Dickens.

        "Um conto de duas cidades", é um livro que foi escrito por Charles Dickens, no cenário político-filosófico, na época da Revolução Francesa,  no século XVIII.       
      Retrata a vida, do próprio autor do livro, como um herói, pois mesmo sendo um nobre da sociedade parisiense, no ano de 1789 (quando estourou a Revolução Francesa, com  a queda das bastilha-prisão onde ficavam os revolucionários) protegeu até o final, os mesmos ideias defendidos pelo célebres iluministas, que eram os próprios revolucionários, e defendiam a ideia de uma sociedade igualitária, fraterna e livre, das corrupções e opressões, impostas pelo rei Luís XVI, junto ao clero e a nobreza. 
      A história ocorreu em torno da família Manette, família de nobres da França, que com a revolta da população Parisiense, fugiram para a Inglaterra, junto aos outros nobres. No decorrer da narrativa, a história se desenrolou em dois cenários: Inglaterra, na cidade de Londres e França, na cidade de Paris.  Durante a Revolução Francesa, Charles, marido da filha do Dr. Manette, se vê numa situação embaraçosa, pois um de seus amigos, que era funcionário da corte do rei Luís XVI, não conseguiu fugir para a Inglaterra, e foi preso. Quando retornou á Paris, para resgatar seu amigo, foi preso junto á ele, por traição á pátria, sendo condenado á morte, na guilhotina. No entanto, a família Manette, junto á criados e amigos íntimos, se viram obrigados a retornar para a  França, para resgatar Charles, antes que fosse tarde de mais. Na história, essa é a parte que mais se percebe, os horrores da revolução. 
      Como o autor Charles Dickens, presenciou os dois lados da Revolução Francesa, (tanto dos opressores como dos oprimidos); no livro em que escreveu: "Um Conto de Duas Cidades",  que é um retrato de sua vida, durante esse período, quis apresentar os dois lados da sociedade parisiense. Antes os opressores eram os nobres, e os oprimidos, o restante da sociedade de Paris. Depois o quadro inverte, os opressores são os revolucionários (Exemplo: Napoleão Bonaparte), e os oprimidos os nobres. Ou seja, antes da viagem que fez á Inglaterra, o autor  revelou o lado da nobreza opressora, e quando foi preso na França, revelou o lado dos nobres oprimidos. Só que nesse segundo momento, os opressores são os revolucionários e os oprimidos os nobres, sem falar que os revoltosos não dão a chance de todos poderem agir como cidadãos nesse contexto, até para as pessoas que nunca fizeram nada á eles, mesmo sendo da classe da nobreza. Além de que tudo, que sempre criticaram na sociedade parisiense,  quando defendiam os direitos iguais, que todo cidadão tinha que ter, nesse segundo momento, só pensavam em vingança, mesmo estando no controle da situação. Contudo isso, perderam a razão, pois trataram os nobres da mesma maneira de que eram tratados por eles, anteriormente.       

        






"A NOVA ATLÂNTIDA", Francis Bacon.

          o Humanista Francis Bacon, criou um romance sobre "Atlântida", o continente que misteriosamente, desapareceu nas águas do oceano Atlântico, em um único dia, e uma única noite. O nome de seu livro é: "A Nova Atlântida", pois mescla traços descritos por Platão, em: "Timeu e Crítias, ou a Atlântida", e características marcadas pela sociedade moderna, em sua obra.

Exemplos citados por Francis Bacon em sua obra:       
      As tecnologias usadas pela civilização de Atlantis, que eram vinculadas a natureza, eram utilizadas, de maneira diferente, nas sociedades modernas, Além do fato, de que com a criação de novas técnologias, na época moderna, as pessoas foram deixando cada vez mais de lado a natureza. Outro exemplo importante, é que a civilização  de Atlantis, era cristã, igual as europeias da época moderna, sendo que desconheciam qualquer tipo de religião, a não ser o culto pelas forças da natureza, ainda mais quando falamos de uma civilização pré-histórica. Outro exemplo e último citado pelo autor, e considerado por ele o mais  importante, é o capitalismo, onde há uma assemelhação á introdução dele na civilização de Atlantis, junto ao tsunami  que devastou a ilha. Com o suposto capitalismo, a civilização de Atlantida, se tornou ambiciosa, deixando valores morais e éticos de lado, incluindo o valor que davam a natureza, e priorizou os inventos tecnológicos, junto á luta pelo poder vinculado ás riquezas materiais, como os metais preciosos, que ajudaram no crescimento da sociedade. Com isso, o autor afirma que foi o motivo que ocasionou a queda do império. Por fim, foi lançado um tsunami , que destruiu em único dia e uma única noite aquela célebre sociedade.
    Contanto, o autor do romance, afirma que embora sua obra fosse voltada para a ciência, por ser um intelectual que trabalhava com essa área de pesquisa,queria mesclar traços presentes na obra de Platão, com os  da sua época, até para fazer as pessoas repensarem sobre valores humanos que estavam sendo cada vez mais perdidos, pela invenção de novas tecnologias, que estavam sendo mais priorizadas no geral. Além de querer mostrar, que quando a civilização de Atlantis se tornou ambiciosa e "capitalista", e deixou esses valores humanos de lado, priorizando os materiais, sua sociedade foi devastada pela a própria natureza, em que tanto deu valor, num  passado distante, em único dia e uma única noite.